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Diretor Executivo do SNS encerra o primeiro dia da conferência da OMS sobre Inteligência Artificial na saúde

O Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde(SNS) participou na “WHO Global Conference: Shaping AI in Health”, uma iniciativa organizada em parceria entre a Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa e a Direção Executiva do SNS, em representação do Governo de Portugal. Este evento centrou-se no papel da inteligência artificial (IA) na saúde e nos cuidados. Álvaro Almeida foi o orador convidado para a sessão de encerramento do primeiro dia da conferência, cujo objetivo comum era firmar um compromisso político em ações coordenadas, práticas e orientadas para a equidade no uso da IA ​​na saúde.

Ao iniciar a sua intervenção, o Diretor Executivo do SNS agradeceu a todos os que contribuíram para o sucesso do encontro, destacando o privilégio de Portugal em acolher o evento. Para o responsável da Direção Executiva do SNS, os debates ao longo do dia deixaram uma mensagem clara: a IA oferece enormes oportunidades para os sistemas de saúde, mas o verdadeiro progresso depende da forma responsável como estas tecnologias são desenvolvidas e implementadas. Álvaro Almeida sublinhou que a inovação por si só não melhora os cuidados de saúde, dependendo sempre do equilíbrio com o fator humano. As ferramentas digitais não resolvem os problemas sozinhas, exigindo dados de qualidade e governação forte. “A inovação só cria valor real quando reforça a prestação de cuidados e melhora os resultados em saúde”, afirmou, destacando que a confiança dos doentes e dos profissionais é a base de todo o processo.

Portugal encara a transição digital com a meta clara de garantir que a inovação digital se traduz em melhorias para os cidadãos e num maior apoio aos profissionais de saúde, “Vemos a IA como uma ferramenta prática para melhorar a tomada de decisão clínica, reduzir a carga administrativa e ajudar os serviços de saúde a prestar cuidados mais oportunos, eficientes e centrados na pessoa”, referiu o Diretor Executivo do SNS.

Para Álvaro Almeida, o valor destas plataformas é determinado pela diferença que fazem na vida das pessoas e na organização dos sistemas de saúde, e não pela tecnologia em si. Alertou ainda que os países não devem trabalhar de forma isolada nesta matéria, considerando a cooperação internacional essencial para criar regras e normas comuns. ” Nenhum país enfrenta estes desafios sozinho e nenhum país deve procurar soluções de forma isolada “, sustentou, elogiando o papel da Organização Mundial da Saúde na união de esforços globais.

Ao concluir a sua intervenção Álvaro Almeida apelou à passagem da teoria à prática através da formação das equipas e do investimento sustentável. Desta forma, pretende-se garantir que os benefícios da inovação cheguem a todas as regiões, assegurando que a modernização do SNS resulte em melhorias tangíveis na prestação de cuidados e na simplificação do trabalho diário.

A fechar o discurso, o responsável da Direção Executiva do SNS renovou os agradecimentos e perspetivou o futuro: “As discussões de hoje mostraram o que pode ser alcançado quando países, instituições e especialistas se unem em torno de um propósito partilhado. Levemos esse mesmo espírito de colaboração para os debates de amanhã e, acima de tudo, para o trabalho que se seguirá a esta conferência”.

Atualizado a 21  de julho  de 2026